Sempre
que estou confortável na escuridão
Aparece
um sol artificial para me iluminar
Uma
lâmpada com prazo de validade
Sempre
que decido seguir sem direção
Surge
um falso pastor para me guiar
E me
desvia para a impostora felicidade
Entram no meu peito com palavras que afagam;
Ao
mesmo tempo em que me aborrecem;
E
sorriem das maldições que declamo.
Depois, eles somem no caminho e se
apagam;
No
clarão ofuscante que me oferecem.
E
eu, pelo vale das trevas, clamo.
Exorcizam
meu coração assombrado;
Para
enchê-lo de ilusão e anseio de amar.
Limpam
todo o ódio que tenho na veia.
Quando
o velho medo volta dobrado;
Nenhum
deles está aqui para me libertar;
Do predador que me tem em sua teia
Sempre
que estou quase gozando com o nada
Fico
impotente diante da imagem do tudo;
E o
teorético quer o prático.
O
completo desaparece no meio da madrugada;
E só
o vazio está no meu conteúdo;
E o patético se torna
dramáticoMarcelo Maia Gomes