Disseram que a doce Ana Sapoti está morta
A mataram á tarde, numa quinta chuvosa
Dizem que a pegaram bem ali na sua porta
Ao lado do corpo, deixaram uma rosa
Mas quem foi o autor de tamanha crueldade;
Lívio Mendes,Irmão Demervaldo ou Pai Mariano?
Qual deles colocou um fim naquela beldade;
Ronaldo César, Zeca Diabo ou outro insano?
Que mal poderia fazer aquela sábia doçura;
Para pagar um preço tão elevado assim?
A quem causaria tristeza ou desventura;
Para que a condenassem ao eterno fim?
Relataram que no enterro não havia ninguém
Apenas o cadáver, o coveiro e um gato
Não houve nem choro, nem vela e nem amém
Apenas um trovão, um miado e o abstrato
Eu prefiro não acreditar que tal fato ocorreu
E espero ver Sapoti, ainda esta semana
Pois prometi ao meu velho amigo Zebedeu
Apresentar lhe na sexta, a linda e sábia Ana.
Autor: Marcelo Maia
A quarta estrofe é linda!
ResponderExcluirValeu, Jairo. Ana é uma brincadeira que eu inventei há uns 2 anos e minha sobrinha gostava muito. Agora que está entrando na adolescência, não acha mais graça na personagem, daí a idéia dos versos sobre a morte de Ana. Abraços!
ResponderExcluirADOREI ESSA PERSONAGEM.FEZ-ME PENSAR QUE ELA SERIA CHACRETE.SE
ResponderExcluirELA ERA ASSIM,MEIO MISTERIOSA,ACHO QUE ERA SIM RSRSRSRS.
MAS O TEXTO É COMPLETO,RICO EM SENTIMENTOS E POSSUE UM "QUÊ" DE TRISTEZA E DE DOR.
ESTOU GOSTANDO MUITO DE LER VOCÊ!
UM ABRAÇO,
ATÉ O PRÓXIMO TEXTO!
Obrigado, Márcia.
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