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quarta-feira, 5 de outubro de 2022

O Vento e O Vulto

 


 

O sábado anoitecia sem eu ouvir seu toque,
sem sentir sua voz, sem ler seu olá;

Alguém bateu fortemente em minha porta,

mas não era você; era só o vento.

 

O domingo suicidava e eu sorri por seu voto

Sem ver seu rosto; sem sentir seu olhar;

Alguém me sorriu como se fosse a sorte,

mas não era você; era só um vulto.

 

 A sexta-feira de repente voltou em mim,

mas eu não pude voltar naquele dia,

Para calar meu erro; iluminar minha cidade

e ouvir você; não só o vento.

 

A segunda-feira pode chegar e trazer o fim,

mas que seja o fim dessa dor; da minha agonia;

Que ela mate seu silêncio e minha saudade,

e eu veja você; não só um vulto.


Autor: Marcelo Maia