Disseram que a doce Ana Sapoti está morta
A mataram á tarde, numa quinta chuvosa
Dizem que a pegaram bem ali na sua porta
Ao lado do corpo, deixaram uma rosa
Mas quem foi o autor de tamanha crueldade;
Lívio Mendes,Irmão Demervaldo ou Pai Mariano?
Qual deles colocou um fim naquela beldade;
Ronaldo César, Zeca Diabo ou outro insano?
Que mal poderia fazer aquela sábia doçura;
Para pagar um preço tão elevado assim?
A quem causaria tristeza ou desventura;
Para que a condenassem ao eterno fim?
Relataram que no enterro não havia ninguém
Apenas o cadáver, o coveiro e um gato
Não houve nem choro, nem vela e nem amém
Apenas um trovão, um miado e o abstrato
Eu prefiro não acreditar que tal fato ocorreu
E espero ver Sapoti, ainda esta semana
Pois prometi ao meu velho amigo Zebedeu
Apresentar lhe na sexta, a linda e sábia Ana.
Autor: Marcelo Maia
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terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Rótulos e definições
De tanto pensar, já não me defino mais
Ateu, cristão, satânico ou budista
São rótulos que já não me servem mais
Nem judeu, hindu, messiânico e jainista
Rótulos são para garrafas de refrigerante
Marcas, apenas permito as de perfume
Hoje, rotulam-me de maluco aberrante;
Apenas por que detesto esse costume.
Definir humanos é uma tremenda crueldade
Pior ainda é aquele se auto rotular
Trocando de vez a sua já efêmera liberdade
Por um verbete que o impõe a se limitar
Se faz escravo de sua própria definição
Um oprimido patético nas garras de um termo tirano
Um dístico ditador que tem apenas como ambição
Se tornar o rótulo senhor,máximo e soberano.
O termo "religioso" me obriga a acreditar
Naquilo que meu bom senso rejeita
A marca cético me impõe a duvidar
Daquilo que meu bom senso aceita
Rótulos, não os queria nunca mais
E estar sempre deles,desprovido
Mas se viver sem eles sou incapaz
Rotulo-me de "sem rótulo" e "indefinido"
Autor: Marcelo Maia
Ateu, cristão, satânico ou budista
São rótulos que já não me servem mais
Nem judeu, hindu, messiânico e jainista
Rótulos são para garrafas de refrigerante
Marcas, apenas permito as de perfume
Hoje, rotulam-me de maluco aberrante;
Apenas por que detesto esse costume.
Definir humanos é uma tremenda crueldade
Pior ainda é aquele se auto rotular
Trocando de vez a sua já efêmera liberdade
Por um verbete que o impõe a se limitar
Se faz escravo de sua própria definição
Um oprimido patético nas garras de um termo tirano
Um dístico ditador que tem apenas como ambição
Se tornar o rótulo senhor,máximo e soberano.
O termo "religioso" me obriga a acreditar
Naquilo que meu bom senso rejeita
A marca cético me impõe a duvidar
Daquilo que meu bom senso aceita
Rótulos, não os queria nunca mais
E estar sempre deles,desprovido
Mas se viver sem eles sou incapaz
Rotulo-me de "sem rótulo" e "indefinido"
Autor: Marcelo Maia
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