Com seu nome, fiz um mantra quase mudo.
Esculpi sua imagem na mente;
Ajoelhei-me de saudade.
Rasguei o poema, no qual disse quase tudo.
Expulsei a aparição da minha frente;
Amaldiçoei-me com verdade.
Deixei meu sonho para entrar no seu pesadelo.
Deixei em perigo seu futuro ideal;
Revelei a dor da existência.
Ouviu meu desaforo, mas não atendeu meu apelo.
Deixou em risco meu presente real
Praguejei a hora da resistência.
Atrás do amor perfeito, desprezou meu sentimento;
Encontrou aquele homem morto do passado
Ressurreto pelo seu amor imperfeito.
Fiz de Azevedo, um escape para meu tormento;
Li Baudelaire e seu spleen embriagado.
Ameacei-me com Bukowski no peito.
Então, eu durmo para encobrir o real que o sol revela.
Mas acordo com o som de sua voz;
E a ausência de seu abraço.
Então, eu insisto em ver o que há depois da janela.
Percebo que não existe mais o “nós”;
E não restou nada do velho laço.
Autor: Marcelo Maia
Autor: Marcelo Maia
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