Estranho,
mas nossos titereiros já foram fantoches;
Que
criamos para tê-los sempre por perto;
Para
acalmar o louco em nossa mente.
Estranho,
como nos tornamos alvos de deboches;
Das
miragens que criamos no nosso deserto;
Para
matar a sede do nosso eu potente.
As
cordas usadas pelo fantoche para nos manipular;
Ainda
permanece presa em nossos dedos;
Mas,
só as movemos como ele quer.
Ele
é o herói que inventamos para nos salvar;
E
por conhecer todos os nossos medos;
Titereia-nos
da maneira que quiser.
Criei
vários fantoches para o meu espetáculo sem plateia;
Ideologias,
deuses, teses, vícios e esperança.
Mas
o pior de todos se chama Paixão.
Paixão,
o fantoche mais titereiro que se pode ter ideia;
Domina
como tirano e sorri como uma criança;
Enquanto titereia-me no teatro Solidão.
Autor: Marcelo Maia
Autor: Marcelo Maia
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