O
que será disso aqui;
Quando
os passarinheiros caírem no meu laço;
A
peste que assombra já não mais assustar;
E sua
cegueira se curar na escuridão?
O
que terá mais aqui;
Se a
corda não suportar mais a força do meu braço;
O usado
descobrir que sempre soube usar;
Sua
parceria se consolidar na solidão?
O
que será disso aqui;
Quando
esgotar a força sugadora dos parasitas;
Não
for mais necessário o suicídio dominical;
Nem
a liberdade precisar de sacrifício?
O
que restará nisto aqui;
Se o
pastor pregar a crueldade aos midianitas;
A
hermenêutica não disfarçar o que é mal;
Sangue
alheio não for mais benefício?
Se a fraqueza da minha voz acordar a maioria;
O mundo perceber que sempre foi sozinho;
E
ninguém se importar com isso;
O
que eles dirão para mim?
Depois
da neve escorrer em forma de sangria;
A mancha
no lençol indicar o caminho;
E você não ver mais amor nisso ;
O que será de nós aqui?
O que será de nós aqui?
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