O sábado anoitecia sem eu ouvir seu toque,
sem sentir sua voz, sem ler seu olá;
Alguém bateu fortemente em minha porta,
mas não era você; era só o vento.
O domingo suicidava e eu sorri por seu voto
Sem ver seu rosto; sem sentir seu olhar;
Alguém me sorriu como se fosse a sorte,
mas não era você; era só um vulto.
A sexta-feira de repente
voltou em mim,
mas eu não pude voltar naquele dia,
Para calar meu erro; iluminar minha cidade
e ouvir você; não só o vento.
A segunda-feira pode chegar e trazer o fim,
mas que seja o fim dessa dor; da minha agonia;
Que ela mate seu silêncio e minha saudade,
e eu veja você; não só um vulto.
Autor: Marcelo Maia
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