Não
tenha medo;
Não
sou o demônio dançarino;
Detrás da luz do luar;
Nem
a liberdade presa ao anzol.
Não
acorde cedo;
Para
ver meu rosto de menino;
Vívido em seu sonhar;
E destruído pela luz do sol.
Não
se desvie do meu caminho;.
Não sou a estrada que desce para o inferno;
Nem a escada que se ergue para o céu.
Posso ser a água que não vira vinho;
Mas este poema pode lhe ser eterno;
Se você tapar os olhos ao tirar-me o véu.
Eu não tenho medo;
Ainda que você seja um disfarce;
A máscara de um anjo enganador;
Outro tiro que dou no escuro.
Eu sempre acordo cedo;
Pois durmo
sedado pela paixão;
Mas acordo despertado pela dor;
E sufocado pelo meu velho escudo.
Nunca me desviei do seu caminho;
Pois o seu tudo é como o meu nada;
Com um pouco de todo talvez.
Senti o poder do sangue no seu vinho;
Ao beijar sua boca naquela madrugada;
E tremer de medo mais uma vez.
Maldita é a nossa existência;
Que separa o seu ser livre do meu ser feliz;
E
nos impede de andar na mesma rua.
Bendita é a minha insistência;
Que ignora todo não que esta vida me diz;
E acredita que a história é só minha e sua.
Autor: Marcelo Maia Gomes
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