Vá e colha o amor que foi semeado pelos odiosos
Cometa os pecados
dos mensageiros da salvação
Vá e queime as
bruxas que encantaram nossas noites
Depois aspire o
incenso dessas cinzas pela mesma narina
Que aspirou a neve
de uma noite quente de Natal
Vá e exorcize da
sua alma meus sonhos tenebrosos
Realize-se presa às
correntes da sua libertação
Vá e condene todos
nossos atos e planos aos açoites
Depois cure todas as
feridas que surgiram naquela esquina
Onde selamos o pacto
em um dia frio de Carnaval
Negue seus pecados e
atire a pedra no quarto escuro
Depois, vá e não
peque mais contra seus desejos
Busque primeiro as outras coisas que lhe seriam acrescentadas
Perdoe-me, porque
ainda não sei o que você me fez
E condene me por ter
aliviado seus cansaços
Tente apagar de mim
as memórias do nosso futuro
E antes devolva-me
tudo que sugou com seus beijos
Apareça por aqui e traga notícias das suas guerras abençoadas
Apareça por aqui e traga notícias das suas guerras abençoadas
Garanto que estará
comigo no Paraíso na próxima vez
Vá e volte quando o
guia for seus próprios passos
Autor: Marcelo Maia Gomes
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